domingo, 3 de julho de 2016

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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Jan Varela sent you an invitation

 
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sexta-feira, 11 de julho de 2014

UMA REFLEXÃO SOBRE COPA E O FUTEBOL BRASILEIRO

Por Galindoluma (*)

 

Depois do desastre diante da excelente seleção da Alemanha,  o técnico do Brasil virou o alvo a ser crucificado. Antes,  é bom lembrar, contava com o apoio de quase unanimidade da mídia esportiva e do povo. Não era pra menos, tinha sido campeão da Copa das Confederações com um futebol eficiente, superando a então poderosa Espanha por 3 x 0 na. Tinha também convocado jogadores,  que no geral, contou com apoio expressivo dos torcedores. E, vale lembrar, vinha sendo exageradamente incensado até a humilhação dos 7 x 1.

 

Dito isso, cabe perguntar, por que a figura que vinha sendo elogiada a quatro cantos é  agora demonizada por todos, inclusive pelos que lhe rasgavam elogios poucos instantes antes  do vexame? Ora, nesse momento, para os abutres, é necessário encontrar um responsável pela tragédia, uma geni para jogar bosta. Eu fui rigorosamente contra a convocação de Felipão para a seleção. Ele, Zagalo, Parreira, Lazaroni, Suplicy e outros menos cotados são os principais responsáveis pela mudança do estilo do futebol brasileiro. A raiz disso está na derrota da melhor seleção de futebol que o país já teve, a de 1982, que transformou o futebol em espetáculo, em alegria, em arte. Os técnicos acima citados, chegaram à conclusão de que aquele tipo de futebol estava superado, que deveríamos nos espelhar no futebol europeu e criaram a teoria de que empatar é o que importa, que 1 x 0 é goleada -  o chamado "futebol de resultados". E para piorar as coisas, para o deleite dessa nova mentalidade, fomos campeões do mundo em 94 onde os  simbolos do time eram Dunga e Mauro Silva, exatamente o tipo e estilo de jogador que substituiriam os artistas como Falcão, Toninho Cerezzo, Sócrates e Zico. O objetivo principal passou a ser se defender   e fazer um gol quando puder, pois -  "jogar bonito e perder" era coisa do passado. "De que adianta jogar bonito e perder", ironizavam Parreira e seus seguidores.

 

Portanto, a responsabilidade pela derrota  é exclusivamente da CBF  por ter escolhido um treinador superado, ultrapassado, anacrônico. Enquanto Felipão e adeptos da "nova" doutrina impunham suas regras no outrora alegre e criativo futebol brasileiro, outras seleções, como Alemanha, Espanha e Holanda e França faziam o contrário.  Passaram a valorizar o toque de bola, a qualidade em detrimento da força  simbolizada no Brasil pela chamada "era Dunga". Os que apostaram que era esse o caminho de redenção do futebol brasileiro  precisam fazer autocrítica. Hoje, a maioria dos tecnicos do Brasil jogam com três volantes de contenção, tem como principal objetivo não levar gol, as defesas de nossos clubes geralmente chutam a bola direto pro ataque sem passar pelo meio campo, um pouco parecido com o que vimos na nossa seleção. Uma geração de técnicos brasileiros abraçou esse modelo e o resultado é que hoje não temos, ou temos poucos jogadores de criação, de habilidade no meio campo, aqueles responsáveis por criar as jogadas que vão resultar em gol.

 

Voltando a Felipão, a seleção que montou, carecia exatamente desse problema. Todos os jogadores do nosso meio campo eram bons em seus times, mas insuficientes para as necessidade de uma seleção de nível. E nós poderíamos ter convocado outros? Dificilmente. Se Ganso não tivesse caído de produção, talvez fosse um bom nome para o setor e outra possibilidade seria  Everton Ribeiro do cruzeiro, que vem sendo o melhor jogador brasileiro na atualidade, um camisa 10 clássico. Mas sei  que convocados, não resolveriam o problema, porque a concepção reinante não valoriza a criatividade, mas a força física, os carrinhos, as faltas,  - daí o Brasil ser o país que mais fez delas  na Copa das Confederações e das mais faltosas nesta.

 

Eu nunca acreditei  na possibilidade do Brasil passar pela Alemanha, disse isso a todas as pessoas com quem dialoguei. Era muito difícil superar um time sabidamente superior, a tendência era perder. Dizia aos amigos para fazer um simples teste: pegue os onze da Alemanha e compare com os 11 do Brasil. No futebol, no geral, o melhor vence, e obviamente que acontecem as chamadas zebras  - elas são eventuais. E não só o time alemão tem melhor elenco, mas melhor esquema tático, e esquema tático apenas não ganha jogo, é preciso ter quem saiba encaminhá-lo.

 

Agora, como me disse um amigo, que a seleçao alemã é superior, todos sabíamos, que  tinha tudo para nos vencer, sabíamos também,  a questão a interpretar é a razão daquela forma. Aí,  amigo leitor,  mesmo tendo antipatia pelo  estilo arrogante e autoritário de Felipão,  me somo a ele nas explicações para o acontecido. Até tomar o gol, o Brasil vinha adminstrando bem o jogo, até me surpreendendo. E quando nosso lateral esquerdo perde uma bola boba no ataque e na volta,  para tentar consertar o erro concede um escanteio, temos um gol raríssimo, quando um atacante chuta  uma bola que normalmente vem para o cabeceio.  E a partir dali, efetivamente,  o time teve o que Felipão chamou de apagão. Os jogadores ficaram completamente desnorteados, tomaram mais quatro  seguidos. E isso não é novidade no futebol, e nesse caso, devemos levar em conta a enorme pressão sofrida pelos canarinhos.

 

Tomar  um gol aos 10 minutos,  sabendo eles  que poderiam estar jogando as esperanças de 200 milhões de brasileros no ralo, não é situação fácil de contornar emocionalmente. A equipe alemã teve dificuldade em passar por adversários sabidamente mais frágeis que o Brasil, como os Estados Unidos,  e teve essa facilidade de nos golear.  Isso não é normal, natural, foram circunstâncias excepcionais geradas a partir de dado momento que desequilibrou nossos jogadores. Se os germânicos nos enfrentarem outras 500 vezes a possíblidade do placar se repetir é quase nula.  

 

Assim, todos os tipos de comentários que vi nos debates sobre o esquema montado por Felipão não passam de palpites oportunistas de quem minutos antes apoiou a escalação . Agora, muitos dizem que foi um erro escalar Bernard, pois isso teria desguarnecido o meio campo. Caso Felipão tivesse escalado outro jogador de meio campo, e sofresse a goleada do mesmo jeito, os abutres iriam dizer que ele chamou o adversário para seu campo e que jogou de forma defensiva. Nós perdemos pra Alemanha,  primeiro,  porque temos um time inferior tecnicamente e segundo, porque  passamos a valorizar um estilo de futebol que violenta nossa tradição. A inimaginável goleada extrapolou espetacularmente  a uma  derrota simples que seria o normal e justa.

 

Um outro vilão escolhido por nossa torcida é o centroavante Fred. "Ei, Fred, vã tomar no cu", gritaram das arquibancadas,  na ânsia de sacrificar alguém. Eu pergunto: Tem algum outro jogador brasileiro na posição que jogue mais do que ele? Não tem, ele é rigorosamente nosso melhor artilheiro. Agora, a questão a  debater é se ainda é necessário no futebol moderno esse tipo de jogador que fica geralmente ali parado no meio da zaga. Eu acho que não, que na nossa seleção Fred deveria ser opção no banco e Neymar ser o chamado "falso centroavante", abrindo vaga para a criação de jogadas. Os que escolheram o camisa 9 como alvo deveriam levar em conta que um artilheiro carece jogadas criadas  para que ele finalize. Como fazer isso num time que o meio campo não tem criatividade?

 

Uma outra crítica que aparece com força após o massacre alemão é o fato de jogadores como Ronaldino Gaúcho, Kaká e Robinho não terem sido convocados. Alegam os defensores da tese que era necessáro a experiência deles em meio a tantos jovens. Esses três nomes citados, em nada alteraria nosso rendimento. Sao ex-jogadores de futebol que raspam o tacho nos clubes onde "jogam" à espera da aposentadoria. Perderam há muito a criatividade que tinham, não tem condições físicas e vivem contundidos. Felipão neste caso agiu corretamente.

 

Outro  tema muito debatido nos canais de esporte é sobre a necessidade de uma discussão sobre o futebol brasileiro, que careceria de um congresso que apontaria novos rumos para  democratizar, profissionalizar e moralizar  as federações, os clubes e a própria  CBF, extirpando os cartolas picaretas que controlam nosso futebol.  Tudo isso é correto, mas eu faria mais uma pergunta: e quem garante que isso vai nos fornecer uma seleção  mais eficiente? Alguns estão colocando essa proposta como a salvação do futebol brasileiro, um otimismo exagerado. Ora, se isso fosse a nossa redenção, a Inglaterra e a Holanda, que tem reconhecida profissionalização e organização no futebol teriam mais títulos do que o Brasil. O que ganha título, no geral,  é jogador de qualidade, aqueles que desequilibram,  o restante é complemento.

 

Um aspecto importante pouco debatido sobre a não conquista do título mundial  diz respeito à qualidade da atual safra de jogadores brasileiros, muito  aquem das necessidades.  Muitos cobram da seleção o que ela não pode produzir. Essa cobrança na Alemanha faz sentido, porque ali, à exceção do laderal esquerdo - o titular se machucou antes da copa -,  todos são bons jogadores.  Acredito que para uma seleção ganhar o título é  necessário que se tenha pelo menos quatro jogadores acima da média - uma ótima safra - , especialmente os  de meio campo, aqueles que resolvem a partida criando jogadas que resultarão em gol. É impossível ter em toda copa um grupo grande grupo de jogadores que desequilibram. Repetir no Brrasil  as safras de 70 e 82 não será fácil, seria muita sorte que precisa ser dividida com outros países.  Maradona, o maior artista do mundo do futebol,  conquistou a copa de 86 praticamente sozinho em meio a uma limitada safra do  elenco, mas isso é obra dos gênios raros. Na nossa seleção só tínhamos Neymar acima da média, um pouco parecido com a seleção Argentina, que só tem Messi, um cara que tem condições de decidir partidas com suas jogadas  extraordinárias.

 

Soa arrogante  para mim o brasileiro imaginar que tem  o melhor futebol do mundo, que temos a obrigação de ganhar todas as copas. Não é não será assim. São 32 equipes em disputa, entre elas tem umas oito que concorrem pra valer - o Brasil entre elas, claro.  Até o momento, temos conquistado uma taça a cada quatro disputadas. Isso deveria ser motivo de orgulho, mas não de presunção e  que nos leva a um nível de exigência imcompatível com a realidade. 

 

Por fim, defendo como alguns outros que o próximo técnico da seleção brasileira seja Pep Guardiola. A concepção tacanha  de Parreira e Zagalo impregnou  os técnicos em atuação no país  e contaminou profundamente  nosso futebol. É necessário uma ruptura com esse modelo e somente alguém de mente arejada e com  visão moderna pode superar esse quadro.  O técnico do Bayern de Munique reúne essas credenciais.

 

 

 

(*) Galindoluma é palpiteiro

 

 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Os delegados do Governo e das FARC-EP

informam que:

Chegamos a um acordo sobre o primeiro ponto da Agenda contida no "Acordo Geral para a terminação do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura".

Acordamos denominá-lo "Para um novo campo colombiano: Reforma rural integral".

No próximo ciclo de conversações, apresentaremos o primeiro informe periódico da Mesa.

Construímos acordos sobre os seguintes temas:

∙                     Acesso e uso da terra. Terras improdutivas. Formalização da propriedade. Fronteira agrícola e proteção de zonas de reserva.∙                     Programas de desenvolvimento com enfoque territorial.∙                     Infraestrutura e adequação de terras.∙                     Desenvolvimento social: saúde, educação, moradia, erradicação da pobreza.∙                     Estímulo à produção agropecuária e à economia solidária e cooperativa. Assistência técnica. Subsídios. Créditos. Geração de rendas. Comercialização. Formalização laboral.∙                     Políticas alimentares e nutricionais.O que combinamos neste acordo será o início de transformações radicais da realidade rural e agrária da Colômbia com equidade e democracia. Está centrado na gente, no pequeno produtor, no acesso e distribuição de terras, na luta contra a pobreza, no estímulo à produção agropecuária e na reativação da economia do campo.

Busca que o maior número de habitantes do campo sem-terra ou com terra insuficiente possa ter acesso a ela, mediante a criação de um Fundo de Terras para a Paz.

O Governo Nacional formalizará, progressivamente, com sujeição ao ordenamento constitucional e legal, todas as propriedades que ocupam ou possuem os campesinos na Colômbia.

Criam-se mecanismos para solucionar conflitos de uso e uma jurisdição agrária para a proteção dos direitos de propriedade com prevalência do bem comum.

Está acompanhado de planos em moradia, água potável, assistência técnica, capacitação, educação, adequação de terras, infraestrutura e recuperação de solos.

O acordo busca que se revertam os efeitos do conflito e que se restituam as vítimas do despojo e do deslocamento forçado.

Inclui a formação e atualização da informação rural para a atualização do respectivo cadastro, buscando segurança jurídica e melhor e mais eficiente informação.

Pensando nas futuras gerações de colombianos, o acordo delimita a fronteira agrícola, protegendo as áreas de especial interesse ambiental.

Buscando um campo com proteção social, erradicar a fome através de um sistema de alimentação e nutrição.

O pactuado até agora forma parte de um acordo mais amplo que esperamos conseguir nos próximos meses, o qual contém seis pontos. A partir do seguinte ciclo de conversações, que se inicia a 11 de junho, começaremos a discussão do segundo ponto da Agenda incluído no "Acordo Geral" de Havana, denominado Participação Política.

Um dos princípios que guiam estas conversações é que "nada está acordado até que tudo esteja acordado". Isto quer dizer que os acordos que iremos construindo estão condicionados a que cheguemos a um acordo sobre a totalidade da Agenda e, também, que, na medida em que se avance na discussão, se possam ajustar e complementar os acordos sobre cada um dos sub pontos.

Queremos destacar que nestes seis meses de conversações não somente discutimos o tema agrário. Neste lapso se deu vida ao processo de conversações, se pactuou a maneira de trabalhar em plenário, comissões ou por separado e se puseram em marcha diferentes mecanismos de participação e consulta cidadã para receber propostas e opiniões de cidadãos e organizações sociais. Estes mecanismos e procedimentos de trabalho e participação já estão em marcha, pelo que esperamos que daqui para adiante avancemos com maior celeridade na busca de acordos.

Ressaltamos a contribuição do Escritório das Nações Unidas na Colômbia e do Centro de Pensamento para a Paz da Universidade Nacional na organização dos fóruns que se realizaram em Bogotá sobre os temas Agrário e de Participação Política. Também incorporamos as contribuições das mesas regionais organizadas pelas Comissões de Paz do Senado e da Câmara de Representantes da Colômbia.

Agradecemos aos milhares de colombianos e colombianas, e organizações sociais que nos têm feito chegar suas propostas e opiniões sobre os pontos da Agenda através dos fóruns, da Página Web ou dos formulários que estão disponíveis em prefeituras e governadorias. Todas e cada uma destas propostas foram recebidas pelas delegações em Havana. Na Mesa de Conversações, se acordou e pôs em marcha um procedimento para recebê-las ordenadamente, classificá-las e tê-las disponíveis em meio eletrônico.

Queremos agradecer de maneira especial a Cuba e Noruega, países garantidores deste processo, por seu permanente apoio e pelo ambiente de confiança que propiciam. A presença de seus representantes na Mesa de Conversações é fator fundamental para o desenvolvimento das mesmas. Igualmente, agradecemos a Chile e Venezuela, países acompanhantes, aos quais as delegações informam periodicamente sobre a marcha dos diálogos.

Estes quatro países conformam um grupo de nações amigas do processo que avaliamos de maneira especial, como também agradecemos as expressões de apoio de outras nações, organismos e líderes internacionais que fortalecem a confiança no caminho que estamos transitando.

La Habana, 26 de maio de 2013


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Novo currículo do curso de jornalismo escamoteia poder do oligopólio

Pedro Pomar

Estão prestes a ser homologadas pelo ministro da Educação as novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Jornalismo, aprovadas pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE) em 20/2/2013. O Parecer 39/2013 CNE/CES pouco alterou o relatório final da chamada Comissão Marques de Melo. O estágio obrigatório de 200 horas foi mantido, apesar da posição inicial desfavorável do relator.

A meu ver, a ausência mais aguda nas Diretrizes Curriculares é a do Capital. Um conjunto de pesquisadores acadêmicos de alto quilate conseguiu a proeza de reunir-se para tratar do Curso de Jornalismo tendo chegado ao final de seu trabalho sem se pronunciar sobre como se configura no Brasil o sistema empresarial, oligopólico, firmado sobre a propriedade cruzada de diferentes meios de comunicação, que dá as cartas na mídia e no jornalismo brasileiros. Dizendo de outra forma, o sistema responsável pela produção da maior parte do jornalismo brasileiro, diário ou semanal, seja ele impresso, televisivo, radiofônico ou digital, é ignorado no documento.

Desse modo, não há uma avaliação crítica do papel desempenhado no jornalismo pelos empregadores de importante parcela dos atuais e dos futuros jornalistas, empregadores esses dotados de notável poder econômico e político na sociedade brasileira, habituados a moldar o jornalismo que praticam de acordo com seus interesses. Eles deixaram de ser criticados pelos especialistas da "Comissão Marques de Melo", que, no entanto, preocuparam-se em atender suas demandas, por exemplo por meio da figura do estágio obrigatório ("possibilitando a interação da universidade com o setor produtivo") ou do Mestrado Profissional (recomendação felizmente ignorada pelo CNE/CES), que permitiria a "formação de profissionais especializados, pleito histórico das organizações jornalísticas" (leia-se: empresas de jornalismo).

Também no tocante à comunicação entendida como sistema global, mundial, o relatório que embasou as novas Diretrizes Curriculares valorizou excessivamente as redes sociais e a convergência digital, bem como os "novos sujeitos", sem levar em conta que prossegue célere o processo de concentração e fusão das corporações gigantes de mídia, ou seja, dos capitais que atuam no setor. Por exemplo, afirmam os especialistas: "Os conteúdos da atualidade, veiculados pelos gêneros jornalísticos são, em esmagadora maioria, ações discursivas de sujeitos que agem no mundo e sobre o mundo por meio de acontecimentos, atos, falas e/ou silêncios. Valorizados pelas técnicas e pela identidade ética, esses conteúdos são socializados no tempo e no espaço do Jornalismo, pelos instrumentos da difusão instantânea universal. E assim, pelas vias confiáveis do Jornalismo, se globalizam idéias, ações, mercados, sistemas, poderes, discussões, interesses, antagonismos, acordos" (Relatório, p. 4). Tudo parece, assim, muito difuso e etéreo, quando a realidade é bem outra, mesmo na Internet, onde a presença das grandes corporações, bem como a ação de grandes Estados, é avassaladora.

Quando cita o mercado ou as empresas, o relatório final da "Comissão Marques de Melo" o faz acriticamente, como se o protagonismo desse setor nada tivesse a ver com o jornalismo que se pratica hoje (no Brasil e no mundo) ou com a formação jornalística. O jornalista, assim, apesar da retórica humanística do texto, ao fim e ao cabo é apenas força de trabalho para as empresas de jornalismo. Mas o Relatório não se limita a escamotear, na abordagem geral prévia, o oligopólio da mídia e do jornalismo. Ele também deixa de incluir esse tópico nos próprios conteúdos curriculares sugeridos. E o CNE/CES aprovou integralmente tais conteúdos.

Fator de aviltamento

O objetivo principal do relatório final parece ser subordinar a formação oferecida aos imperativos do mercado. É isso que explica os ataques presentes, no relatório, a um tipo de formação mais reflexiva, mais crítica dos meios de comunicação de massa, por exemplo: a teoria "passou a não reconhecer legitimidade no estudo voltado ao exercício profissional, desprestigiando a prática, ridicularizando os seus valores e se isolando do mundo do jornalismo" (Relatório, p. 12); ou: "A ênfase na análise crítica da mídia, quando feita sem compromisso com o aperfeiçoamento da prática profissional, abala a confiança dos estudantes em sua vocação, destrói seus ideais e os substitui pelo cinismo" (idem).

Observe-se, porém, a seguinte recomendação da Unesco, presente em publicação recente sobre os currículos de jornalismo: "Uma boa formação deve fornecer aos estudantes conhecimento e treinamento suficientes para que reflitam sobre a ética do jornalismo, suas boas práticas e sobre o papel do jornalismo na sociedade. Eles também devem aprender sobre a história do jornalismo, a legislação da comunicação e da informação e sobre a economia política da mídia (incluindo tópicos como propriedade dos meios, estrutura organizacional e competição)" (Modelo curricular da Unesco para o ensino do Jornalismo, Unesco, Brasil, 2010; página 6). Mais adiante, mesmo ressaltando que o curso pensado não se destina a formar pesquisadores acadêmicos, o texto diz: "Pretendemos, igualmente, preparar os estudantes para que sejam críticos a respeito do seu próprio trabalho e em relação ao de outros jornalistas" (idem, p. 7).

A "Comissão Marques de Melo" fechou seu relatório em 2009 e cita apenas a versão anterior (2007) do Modelo curricular da Unesco... Mas é importante assinalar que há uma preocupação da Unesco com essa questão (para quem trabalhamos? quem detém o poder no jornalismo?) que é simplesmente diluída, no documento dos especialistas, em considerações genéricas sobre a ética e a responsabilidade do jornalista.

Em nenhum dos seis Eixos de Conteúdo que constam do item 5 do Relatório (Conteúdos Curriculares) e foram aprovados in totum pelo CNE/CES consta algo consistente sobre o tema, exceto por uma vaga referência, no Eixo III, à "regulamentação dos sistemas midiáticos, em função do mercado potencial" (sic). Basta conferir isso nas páginas 11 e 12 do Parecer CNE/CES 39/2013.

Por fim, é bastante deplorável que o CNE/CES tenha mantido o estágio obrigatório, sob a forma de Estágio Curricular Supervisionado. Isso legitima e amplia a enorme pressão das empresas sobre os estudantes e sobre os cursos. O estágio em jornalismo tem sido um dos mais importantes fatores de aviltamento do mercado de trabalho dos jornalistas brasileiros, funcionando como instrumento de substituição de força de trabalho qualificada. Do ponto de vista simbólico, ele reforça a propaganda das empresas de que só elas dominam o saber jornalístico, e dilui a pressão sobre as escolas de jornalismo para que ofereçam laboratórios de boa qualidade e corpo docente qualificado.

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Pedro Pomar é jornalista
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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Marx, Engels e a Comuna de Paris

Marx jamais teve qualquer dúvida sobre o papel desempenhado pela Comuna de Paris na história dos movimentos operário e socialista internacionais. Ao final do seu magistral Guerra Civil na França escreveu: "A Paris operária com a sua Comuna será sempre celebrada como o arauto glorioso de uma nova sociedade. Os seus mártires estão guardados como relíquias no grande coração da classe operária. E aos seus exterminadores, já a história os amarrou àquele pelourinho eterno onde todas as orações dos seus padres não os conseguirão redimir". Mas, numa contradição aparente, ele várias vezes expressou a opinião de que aquele levante operário e popular deveria ter sido evitado.  Para ele, a Comuna continuou sendo uma tentativa heroica dos operários de tomar os céus de assalto.

Leia o artigo no link abaixo:
 
http://grabois.org.br/portal/noticia.php?id_sessao=8&id_noticia=11223



Um abraço
 
Augusto Buonicore
 
 

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quarta-feira, 17 de abril de 2013

‪ TV Ponta Negra não pode mais atrasar salários

O Sindicato dos Jornalistas do RN recebeu nesta quarta-feira, 17, um Termo de Ajustamento de Conduta em que a Empresa TV Ponta Negra se compromete em não atrasar o pagamento de salários, férias e horas extras. O TAC é fruto de uma denúncia anônima feita junto ao Ministério Público do Trabalho.
 
Este Sindicato é citado no Termo como fiscalizador do cumprimento do mesmo, por isso é de primordial importância que os funcionários da TV nos procurem para denunciar caso algumas das cláusulas não sejam cumpridas. O TAC prevê pagamento de multa, e sabemos que quando mexemos no bolso dos patrões as coisas mudam de figura.
 
Qualquer trabalhador tem a liberdade de procurar os órgãos competentes para denunciar caso o patrão não esteja cumprindo com o Acordo Coletivo de Trabalho, mas é importante que seu Sindicato seja avisado para fortalecer não só a denúncia, como a categoria como um todo.  Ainda assim, esperamos contar, principalmente com os profissionais da redação, para fazer valer este instrumento de normatização das relações de trabalho na emissora. Tá errado? Denuncie!

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